A rotina do bebê

Desde muito cedo é bastante comum falar em ‘criação de rotina’. Seja no meio daqueles famosos palpites que a gente não consegue fugir, ou mesmo no papo entre os pais, naqueles momentos de esperança de não perder totalmente o controle pós chegada do bebê.



Rotina é legal?


Tenho a impressão que chega uma fase da vida em que a palavra ‘rotina’ passa a ter um significado um tanto quanto negativo. Viramos jovens e passamos a adorar dizer que não temos rotina – somos aventureiros, topamos tudo que a vida nos propõe, vivemos um dia de cada vez. Isso pode até ser verdade, mas pensando bem, quem não tem hábitos e manias que acabam ditando vários momentos do dia? Você vai ficando velho e se orgulha até de ter horário certo para ir ao banheiro! Imagina para comer, dormir, sair de casa, etc? 😊


Agora pensa em um bebê recém-nascido, que passou meses em uma rotina-única-e-muito-confortável dentro da barriga da mãe, e de repente se vê em um mundo totalmente novo, estranho, tendo que fazer várias coisas que ele não teve nem tempo de aprender. Pois bem, se pudéssemos lembrar e descrever esse período de nossas vidas, acho que o nome seria caos.


Junte a isso pais de primeira viagem e a culpa que eles carregam por tentar aprender tudo ao mesmo tempo de ter certeza que estão fazendo o melhor para o seu filho. Caos ao cubo? Nem tanto, vai... sejamos otimistas porque essa fase é a turbulência mais gostosa que poderíamos viver.


Trio dormindo

Duro é sair de casa deixando essa cena linda...



Mas e a rotina, onde entra nisso?


No momento em que você começa a viver a linha tênue entre querer adequar o novo integrante à vida da família; e querer adequar a vida da família ao novo integrante.


Pra tentar aliviar um pouco esse período de revoluções e aprendizados mútuos, passamos a tentar criar a tal da rotina para que o bebê comece a se acostumar com as coisas e possa viver um pouco mais relaxado.



Do mamá ao sono


O primeiro contato da mãe com a criação da rotina de seu filho vem logo de cara com a amamentação, quando deve decidir se optará pela livre demanda (oferecendo o peito “quando o bebê pede”) ou se estabelecerá horários (por exemplo, de 3 em 3 horas). Claro que isso depende de vários outros fatores como principalmente o tipo de amamentação, mas seja com o leite materno ou não, é o ponto onde começamos a acostumar o filhote ao dia a dia que vem pela frente.


E aí, depois de comer, chegamos direto no outro ponto principal: dormir. Pra esse vale tudo! Rotina, superstição, dica das tias, e por aí vai. É hora de ensinar o que é dia e o que é noite, antes que os horários fiquem bagunçados demais. E aí os passeios, horários de banho, de mamá, ambientação e várias outras coisas podem ajudar a ir se familiarizando com os diferentes períodos do dia. Aos poucos vamos todos nos conhecendo melhor e aprendendo quais os melhores horários pra fazer cada coisa.


Dormir? Eu?



No nosso caso, as coisas começaram bem com a alimentação. Optamos por amamentar o Martin sob livre demanda, ou seja, quando ele pedisse. Claro que no começo, quando ele ainda era um bebê magrelo que precisava ganhar peso, às vezes tínhamos que dar uma ‘estimulada’ oferecendo o peito em determinados intervalos de tempo, mas no geral nem precisava porque ele já vinha pedir antes.


Já pra dormir... bom, confesso pra vocês que o Martin é um garotinho animado, que adora ver o mundo. Nunca deu muito problema a noite, mas em compensação durante o dia, sempre foi bem difícil de dormir. E aí entraram todas as tentativas imagináveis de tentar estabelecer uma rotina onde ele tivesse alguns momentos de descanso. Por mais que venham algumas mudanças repentinas de comportamento, tem alguns momentos em que você já sabe mais ou menos como fazer. Os nossos principais exemplos eram:


Onze horas da manhã: hora do sono. Bora dar uma volta de carrinho pra ele dormir (obs: Martin não suporta o carrinho. Mas nada como uma calçada esburacada para um soninho pós berreiro – e os olhares de todos na rua achando que estávamos torturando o coitado).


Fim de tarde: começa a ficar chatinho. Tá na cara que tá brigando contra o sono, mas não se dá por vencido. Resultado? Chororô pesado. Hora de diminuir o ritmo e ir se preparando para a noite.


Rotina do sono: essa é a mais importante, e que seguimos à risca desde o começo, independente de onde estivermos. Vai chegando a noite (por volta de umas 21h), e com ela a hora sagrada da sequência banho – massagem – mamá – cama.



Banho de banheira com a mamãe...


... pra sair já relaxado pra cama!



Claro que nada disso é regra, e na verdade tudo vai mudando muito rápido. Como eu disse lá no começo, vamos nos adaptando uns aos outros.


A grande conclusão é que quando você acha que encaixou bem uma rotina, de repente tudo muda e aí você se vira tentando readequar as coisas.


A rotina do sono do Martin é um exemplo que sempre uso. Apesar de fazermos questão de mantê-la há muito tempo, nem sempre funciona. Houveram períodos, quando ele tinha uns 3 meses, que a noite era incrível e ele chegava a dormir umas 6 ou 7 horas seguidas (#saudades). Mas os tempos mudam, e hoje em dia ele voltou a acordar pelo menos a cada 3 horas. Isso não quer dizer que a culpa é da rotina que não funciona mais, então continuamos porque acreditamos que esse ‘ritual’ o deixa muito mais relaxado – além de ter criado momentos super legais pra gente. Um de nós dá o banho no chuveiro; o outro troca, faz massagem e o prepara para dormir. Depois mamá e zzzzz.


Ahhh, se todas as noites fossem assim...


Claro que não é fácil estar sempre em casa nesse horário, e além disso algumas vezes as coisas não acontecem como esperamos, o Martin acaba capotando um pouco mais cedo e a gente fica meio desesperado pensando se tudo bem dormir direto, ou se vai sentir falta do banho. No final, o importante é que vamos nos entendendo e descobrindo como podemos fazer da melhor forma, tanto pra nós como principalmente pra ele. E ainda que tenhamos toda a inexperiência dos típicos pais de primeira viagem, digo com o coração cheio que tudo vai dando certo.



<3


Papai aproveitando quando Martin ainda era um bebezinho que não se preocupava em ser apoio do controle do video game...



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