40 semanas - Reta final?




38 a 42 semanas.


Esse é o tempo que costuma durar uma gestação.


A DPP (“Data Prevista do Parto”) é o dia em que se completam 40 semanas (mas peraí, 40 semanas não é mais que 9 meses? Sim, é. Eu também estou até agora tentando entender essa história).


Um bebê que passou das 37 semanas já não é considerado prematuro. Já um bebê que passa das 40, começa a exigir uma atenção um pouco mais especial. Não há nenhum problema em nascer depois disso, mas se aproximar da 41ª semana é mudar o pensamento de “está chegando a hora” para “a hora tem que chegar”. A partir daí já não dá para esperar muito, e caso a escolha seja por um parto normal/natural, é hora de conhecer o limite considerado por seu médico e começar a cogitar a indução ao parto. 42 é o limite.


Essa fase, meus amigos, é MUITO LOUCA. E explico o motivo:


Você entra no terceiro semestre e pensa: “reta final!”. As perguntas aumentam, a ansiedade começa a bater mais forte na porta, e essa tal reta se mostra ser muito maior do que parecia. Passam semanas, meses, e você continua respondendo: “Agora é reta final!”; “Mais do que nunca reta final!”; “Enfim, chegou o final da reta!”; e assim vai...


Nossa DPP era no dia 23 de janeiro de 2018. Depois de ouvir inúmeras vezes que com certeza iria adiantar (toma essa, pessoal: não adiantou!), eu só torcia para que ele deixasse passar o final do ano (nascer nas férias até vai, mas pular o Natal e Ano Novo não custa nada, né?). Pois bem, ele passou, foi se acomodando cada vez mais no quentinho do útero da mamãe e esqueceu até da DPP dele!


Estamos com 40 semanas e dois dias, e ele segue tranquilão. E foi aí que de repente mergulhamos no mundo de métodos-e-crenças-de-indução-natural, ou época do “(quase) tudo o que não podia agora pode”. E aqui listo algumas das coisas que mamãe Ana Julia (e papai Felipe como seu fiel escudeiro) passaram a fazer ativamente nos últimos dias:


- Caminhadas


- Subir escadas


- Exercícios ativos para o parto (bola de pilates, her new best friend)


- Sexo (desculpa, Martin)


- Faxina


- Bolsa quente na parte baixa da barriga


- Chá de gengibre e canela (itens até então proibidos na dieta de uma gestante)


- Comida picante, curry e afins (idem)


- Abacaxi e tâmaras (quem diria, aquela frutinha seca e inocente é uma baita aliada à indução natural)


- Óleo de prímula


- Evitar carboidrato e açúcar


- Acupuntura


- Escalda pé


- Etc


Isso é só uma parte da lista e, entre preocupações e anseios, a verdade é que esse acaba sendo um período super legal. Morremos de rir de ver ela fazendo um monte de coisa de novo (finalmente parei de recolher tudo que está no chão), marcamos jantares de “Despedida da Barriga” com comida mexicana (¡echale pimienta, cabrón!), e batemos papos diários com nosso pequeno para contar um pouco de como a família está ficando louca de tanta ansiedade.


Ontem postei no Instagram (@sonheiserpai) uma foto do chá que faço todo dia para ela, e recebi um monte de mensagens com sugestões e dicas para ajudar nessa fase – de folha de abacate à taça de vinho tinto. Foi muito legal!


Agora estou escrevendo esse texto com a Ana deitada no sofá e o celular ligado em um aplicativo que chama “Contraction Timer”. Ela grita que começou, eu aperto. As contrações ainda estão bem leves, mas um pouco mais ritmadas. E a gente segue curioso para saber se ele vai deixar passar o feriado amanhã, aguentar chegar a próxima consulta na segunda-feira, ou simplesmente fazer questão de deixar as aulas começarem.


Não importa, filho. Venha quando quiser – papai está aqui para escrever outros textos nos próximos dias, seja com você me ouvindo e se mexendo na barriga ou aqui no meu colo.





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