Eu posso, doutor Google?




Comecei a pergunta para o Google: “Gestante pode ir...”


Não foi preciso terminar. Dentre as primeiras opções de resposta já estava aquela que eu queria ver: “Gestante pode ir em show?”


Na verdade eu nem queria saber essa resposta (afinal o show já tinha sido alguns dias antes e sim, nós fomos). Mas sim ter certeza da suspeita que já me acompanhava há algum tempo: perguntas supostamente bobas como essa são as mais buscadas no dono-de-todas-as-respostas.


Pense bem: se hoje em dia qualquer um de nós já tira qualquer tipo de dúvida no Google, imagine só uma pessoa que esteja vivendo uma fase totalmente nova, diferente, de receios e sensações inéditas? Google neles!


Pra quem vive essa fase de quase-pai-de-primeira-viagem sabe que de repente passamos a lidar com uma rotina inundada de questões, anseios e dúvidas...


Grávida pode comer isso? E fazer aquilo? E lá, pode ir? Até quando pode continuar andando de bicicleta? E fazer sexo? Depilação e unhas, posso? Melhor viajar de avião ou carro? Até quando?


E no ápice desses interrogatórios mentais o pensamento que sempre chega é: “Será que vale se preocupar tanto? Minha avó não tinha nenhuma dessas preocupações... não deixava de fazer ou comer nada, e está aí firme e forte!”


E quer saber mais? Essa é a verdade. Claro que eu defendo os avanços da sabedoria humana – se hoje sabemos que tomar chá de hibisco não é indicado para gestantes, realmente é melhor não tomar. Mas minha “crítica” vai pra geração googlemaníaca da qual fazemos parte e da mais freak ainda que vem por aí. Eu mesmo me sinto mal quando estamos conversando com algum médico e deixamos escapar que “vimos um negócio na internet”. Sério, deve doer ser o médico nesses momentos.


E voltando ao tema inicial que desencadeou toda essa reflexão antes do Dr. Google:


Gestante pode ir em show? Sim, pode. Mas isso quem vai te dizer não sou eu nem o Google. Caso a mamãe não se sinta 100% confortável, ligue para o médico ou aproveite uma de outras tecnologias que vêm infernizando os nossos queridos doutores: um tal de WhatsApp.


No final das contas nossa experiência foi tranquila e valeu demais. No ápice das nossas 26 semanas fomos assistir ao John Mayer em São Paulo e aproveito pra dizer algo: foi incrível a sensação de ver o nosso filhote mexendo na barriga enquanto ouvia nossas músicas preferidas. Esqueça os copões de cerveja e os pulos nas músicas mais animadas: a graça agora é achar um canto tranquilo na pista, de preferência perto do banheiro e que se bobear ainda dá pra sentar e descansar nos pés do papai.


Se daqui um mês ela vai poder ir em outro show? Não sei, vai depender de como estará se sentindo. Possivelmente não porque nosso bebê já está crescendo bastante e exigindo demais do físico da mãe. Mas esse é o primeiro ponto pra se considerar antes de perguntar ao Google se podemos viajar, se podemos fazer exercício, se podemos ir ao aniversário no próximo sábado... Se ela ainda está em uma idade gestacional mais tranquila, se sente bem e com vontade de ir, ótimo! Já é um primeiro passo positivo. A partir daí vamos considerar a melhor maneira de ela poder aproveitar o programa sem nenhum risco e do jeito mais gostoso possível: no final, esses meses passam rápido demais e cada momento como esse vale muito a pena.






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