Qual é o seu maior sonho?



Sonho. Talvez aí esteja uma das maiores palavras da humanidade. Poucas letras, conceitos infinitos e liberdade única pra deixar a gente ir, fazer e desejar o que quiser. Tem gente que cresce com sonhos bem definidos, e levam adiante os desejos inocentes que surgem quando somos crianças. De ser astronauta a conhecer Paris, as possibilidades são de fato muito pessoais - se repetem aos montes por aí, mas cada um com seus detalhes mais íntimos. Eu nunca fui uma criança que sabia concentrar tudo em um só sonho. Se me perguntassem "qual é o seu maior sonho?", minha reação era a mesma da famosa "onde você se vê daqui 5 anos?" dos processos seletivos de estágio: Não. Tenho. Ideia. Claro que eu gostava de muita coisa, imaginava gol no Maraca lotado, público cantando minhas músicas, morar na praia, poder conhecer o mundo todo... Mas nenhuma delas definia "o meu maior sonho". Isso era grande demais. Teimei em acreditar que era legal "deixar a vida me levar", "vamos viver e ver no que dá", etc, mas internamente eu sabia que lá no fundo esse tal grande propósito pessoal existia, e começava a crescer cada vez mais dentro de mim. A gente vai crescendo e aprendendo do que realmente gosta ou não. Cria suas próprias manias, e vai tentando entender o que faz sentido ou não pras nossas vidas. E acho que aí sim vamos moldando nossos novos direcionamentos de vida, e aprendendo onde e como queremos estar a cada dia. Vamos sonhando. Há alguns anos fiz o processo para me tornar voluntário da ONG Make a Wish (quer alguém melhor pra falar de sonhos? - clique aqui pra conhecer o trabalho deles). Se você quer realizar o verdadeiro sonho de uma criança, o primeiro passo é conhecer a sua própria criança. E a primeira atividade foi direto ao ponto, lá no fundo: escreva em uma folha qual é o seu maior sonho. Sem vergonha ou medo de voar longe ou perto, era essa a simples pergunta que deveríamos responder e guardar num papel que seria enviado pelo correio... Para nós mesmos. Essa época eu já tinha um desejo latente e forte dentro de mim, mas talvez essa tenha sido a primeira vez que eu falei pra mim mesmo: "Felipe, tá aí, tonto. Tão fácil e você sempre soube... a banda é legal, o futebol também, o Barça e a Copa já foram, mas você está aqui pra isso". E respondi assim, mais simples e fácil impossível: Ser pai. Dobrei o papel e, arrepiado, fiquei naquele misto de "quero mas não quero" contar minha resposta. Até porque a menina do meu lado, então minha namorada, há um bom tempo já fazia parte diretamente desse sonho. Sim, sonho: esse era o maior. Alguns anos se passaram e, entre realizações e experiências, segui alimentando e imaginando o meu verdadeiro "maior sonho". Pois chegou a hora. E aqui começo um novo desafio de dividir todas as partes dessa realização. Nesse blog quero escrever, aprender e contar histórias sobre paternidade. E que o compartilhar passe a ser uma troca com quem queira ou esteja vivendo algo parecido - sejam os sonhadores, os aventureiros ou os assustados. No fundo, acho que todos temos um pouco de cada. E aí, bora sonhar junto?



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